sexta-feira, 6 de abril de 2018








Burocracia demais às vezes atrasa

Por: Negra Rô
É galera, estou chegando para falar de um assunto em que todos nós, temos que passar sempre. Até para nascer, tem isto. E o mesmo se chama Burocracia. E o que é este trem?
De acordo com Max Weber que criou esta bendita teoria, Burocracia é uma estrutura organizativa composta por regras e procedimentos determinados.
Mas, será que todos seguem esta bendita burocracia?
Porque, às vezes acho que ela vale mais para quem não tem grana, pois, quem tem, a mesma é burlada. É só vê os casos de corrupção aí. Os deputados pintam e bordam, vão presos e daqui a pouco, pode ir para casa. Se for um preso pé rapado, às vezes espera-se nove meses para o primeiro julgamento e isto, dentro da cadeia. Então, que burocracia é esta? Como pode um termo criado por europeus, valer aqui no Brasil. Mas é claro NE, somos colonizados até hoje. Nesta bendita burocracia, muita coisa teria que mudar, pois, já está mais que ultrapassada. Esta burocracia teria que seguir a tecnologia. Ainda se vai às repartições publicas e o que mais vê, é papel. Digitaliza tudo e mexe pelo computador somente gente. Ou isso é porque os governantes não querem gastar dinheiro com isso, por não achar interessante ou, acha que o sistema tem que ser assim mesmo, antiquado.
Burocracia tem a ver com estado, funcionalismo público e daí, vemos que a mesma é um saco, mas, temos que segui-la por motivos x, y e z senão, não consegue chegar onde necessita.
Mesmo falando aqui que a Burocracia é chata porque acho, a mesma é necessária, pois através dela, conseguimos nos organizar para levar a nossa vida a frente. Pareço ser contraditória, mas não é, é que precisamos sim.
Um lado bom da burocracia é a parte organizacional que, quando precisamos saber uma informação temos como tê-la com uma maior precisão. Mas quando falamos de burocracia estatal, pensamos logo em um monte de papel que por conta de tantos detalhes, faz com que perdemos uma oportunidade, caso não se tenha paciência de concluir o que é pedido.
A burocracia privada já é um pouco mais diferente. Ela procura se modernizar em se falando de organização de documentos e isso, já facilita muito. Os mesmos se utilizam da tecnologia para fazer a sua organização. Um exemplo disto, são alguns requerimentos que podemos pedir on line e se forem pagos, imprime o boleto, paga e retira no local desejado para resolver o que deseja e quando não for pago, é só fazer a requisição on line que, o mesmo já aparece em sua tela muitas das vezes em pdf e aí, é só imprimir. Ou seja, acredito que a burocracia estatal precisa avançar em se falando de tecnologia.
Houve casos em que se perderam documentos de pessoas, as prejudicando e atrasando o processo da mesma. Enfim, isto que precisa ser repensado nesta burocracia em que vivemos.
Independente de quem segue ou não a burocracia, precisamos dela. Não gosto, mas sei que precisamos e se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, utilizamos ne?
Mas uma coisa que me esqueci de falar, em uma empresa, existe pessoas que se aproveitam dela para humilhar seus colegas de trabalho, caso ele tenha um cargo abaixo. Muitos deles são humilhados por esta burocracia que uns e outros se utilizam de má fé para fazer este tipo de coisa.
Concluindo, a burocracia é necessária. Só acho que teria que valer para todos porque na prática, não vale. E entendo que deveria ser algo mais pratico, pois, existem muitas pessoas humildes que às vezes perdem até o seu direito a aposentadoria por conta disto então, vamos facilitar para nós aí, me ajuda aí pô e ajuda o povo que não entende muito bem. Facilita aí pô!

Desde já agradeço a todos e até a próxima matéria.

Beijos
#chegandojuntocomaro

sexta-feira, 16 de março de 2018


Foto: Divulgação/PSOL)



Morre mais um ser humano – Marielle Franco
Por: Negra Rô

Mulher, Negra, Mãe e Vereadora com muita honra. Não a conhecia mas sei que sua conduta sempre foi a das melhores. Quando falo boa conduta, é ser uma pessoa íntegra e cumpridora dos seus deveres e, lutava pelo direito de ir e vir de quem mora na favela/morro que agora, chamam de comunidade para ficar mais bonitinho. Uma pessoa que teve mais de 46.000 votos, sendo a quinta mais votada nas eleições de 2016, não é pouca coisa. E ainda por cima, tendo boa índole, aí é muito bom. Defendia com afinco a população da Favela da Maré, Zona Norte do Rio e, não tinha papas na língua, falava mesmo estilo #prontofalei e está certa pois, ela era a voz da favela e, se ela não se posicionasse, seria como os outros vereadores que, falam que representam favela X, Y ou Z e quando chegam lá, não fazem nada. Mas ela não, ela representava mesmo. Formada em Sociologia pela PUC e Mestre em Administração Pública pela UFRJ, Marielle Franco também tinha outra função muito importante, ser mãe de menina que, com certeza deviria ser uma mãe cuidadosa e amorosa.
Que pena não a ter conhecido profundamente, mas amigos meus à conhecem e nossa só de ver a emoção deles acabei sendo contagiada também. Até onde eu estudo fechou em luto pela morte dela.
“Lugar de mulher é onde ela quiser”, frase de efeito que ela falava e, que é isso mesmo. Podemos sim estar na cozinha, fazendo uma ótima comida para nossos familiares como também podemos estar na política, no teatro, no marketing que é onde me encontro e onde mais quisermos, sem a necessidade de ficar dizendo aos outros o que fazer e quando.
De acordo com o site em.com.br, ela gostava de dizer que era “cria da favela” e, era mesmo. Representou e ainda representará em nossos corações a força de luta que qualquer ser humano necessita ter.
Agora para quem acredita, ela se tornou uma ancestral e voltou para o Orun.
O meu blog fala de outros tipos de assuntos, mas não poderia deixar de falar desta grande mulher negra que nossa, sem palavras gente.
Hoje estou bem melhor que ontem para falar sobre isso, mas é algo que ficará marcado em nossos corações para sempre.
Como uma amiga falou ontem: Dandara vive, Zumbi vive, Marielle vive e complemento Jovem negro (a) vive, Mulher Vive, Homem ou Mulher Trans vive e dignidade precisa viver pois do jeito que está, nem isto viverá mais pois, tudo o que é tachado como “diferente”, é eliminado ou deixado de lado.
Beijos
Negra Rô
#chegandojuntocomaro

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017






Assédio Sexual é legal?

Por: Negra Rô

Estamos passando por um momento em que, em sua maioria, ninguém respeita ninguém e, neste caso em questão, falo das mulheres que, alguns dizem que, são o “sexo frágil” e, por conta disto, mediante os fatos que ocorrem com frequência, podem ser submetidas a tudo e qualquer coisa, até mesmo uma ejaculação, por conta de um homem que acha que, tem poder naquela mulher e, que pode fazer o que quiser. Este texto, está na primeira pessoa sim pois, sou mulher também e, não tem como me colocar na terceira pessoa pois, quero saber, qual foi a mulher que nunca sofreu um assédio sexual, seja por marido, namorado, Deus que me perdoe, até de parentes consanguíneos, aqui, não coloquei os dados estatísticos, mas, provavelmente, devem ter muitas e, além destes dados, tem as que não falam que sofreram, por medo de encontrar novamente quem o fez ou, se for alguém próximo, de sofrer novamente.

Nestes casos que, estão ocorrendo por agora pois isto, já acontece há um tempo, Vi textos de homens ou que usam pseudônimos de tais dizendo: “Ah vá! E mesmo! Se fosse um negão musculoso igual aos que a mulherada fica loca por ai, com certeza ela tinha até lambido. Mulher é bem seletiva, se for nesses padrões que eu falei elas gostam, caso contrario, já apela pra estupro.” E outro respondendo: “Mais e verdade mesmo se fosse um cara daqueles modelos fortes duvido que ela ficaria nesse estado de choque a maioria e hipocrita provavelmente esse cara e um mal acabado mal vestido ai tem o "nojinho"”.

Quero deixar esclarecido aqui que, estas citações acima, são relatos de outras pessoas e, é somente para deixar bem fixado, o que se tem falado por aí, tanto na internet como, por onde andamos e deixando claro que, não são todos os homens que pensam assim. Aqui não tem ódio a homens e sim, indignação, perante este fato.

Enfim, são estes tipos de coisas que temos que ouvir, não só de homens, mas, até de algumas mulheres que, também acreditam que o problema é nosso. Se tem mulher que gosta ou não de ser assediada, é outra história e, na realidade, se existe é uma questão dela com ela mesma e, que ninguém pode julgar porque, cada pessoa é uma pessoa e cada caso é um caso e, quem sou eu para dar o meu veredicto sobre esta parte, até porque, não sou Deus e muito menos juíza.

Então, podemos ser “sarradas” no ônibus porque somos mulheres, ou porque poderemos ou não gostar, ou porque estamos com roupas “sugestivas” a isso ou por fetiche?

Até na nossa roupa, as pessoas tomam conta. Se colocarmos um short curtinho bem transado, é: “piraaaaaaaanha” mereceu ser estuprada ou assediada. Se colocar uma blusa super tudo e, que os seios ficam bem evidentes: “olha só a pouca vergonha, está pedindo para ser agarrada”. Quando colocamos saia comprida e blusa bem tampada: “noooooossa!!!!!!! Esta mulher deve ser direitinha, hummmmmmmmmmm me deu uma vontade de conhecer melhor…”, e por aí vai.


Deixando claro também que, não falo de paquera e troca de olhares que, há o consentimento de ambos ou, o interesse de uma parte, mas, que é feita (o) dentro dos limites de cada pessoa. Isso é ótimo, qualquer um (a) ser paquerado (a) e, rolar o famoso “clímax” entre duas pessoas, show, mas, quando isso passa a ser prejudicial para uma parte, aí não é legal.

E quem pensa que homem também não sofre assédio sexual, também sofrem. Só que eles não falam muito sobre isso porque, sentem vergonha ou, eles acham que, por conta do machismo, serão “menos homens se relatarem”.

Enfim, vivemos em uma sociedade machista que, não aceita, de forma alguma, nada que saia dos “padrões normais da sociedade”. Mas, qual é o padrão normal da sociedade? É um homem estuprar ou assediar sexualmente (que para mim, é a mesma coisa) uma mulher que está vindo do trabalho ou, até da balada, problema é dela, ela vai e faz o que quiser e, qualquer ser humano também. Nós seguimos algumas éticas sim, mas, se a mesma não está ferindo o padrão ético de ninguém, pode andar bêbada pela rua sim, pode usar short curto sim, pode rebolar até o chão sim e, pode ser uma mulher “bela recatada e do lar” sim, se quiser. Pode ser isso tudo junto ou separado, mas, nenhum ser humano pode ser discriminado pela roupa que veste e por isso, ser assediado em qualquer lugar.

O legal é que, há tempos, existem alguns movimentos muito legais que, tomaram repercussão mundial como a hashtag #Me Too (Eu Também) que, seguindo os jornais, ganhou força, após a atriz Alyssa Milano pedir que outras mulheres relatassem suas experiências com abusos, assédios e agressões sexuais.
Outra campanha muito legal é a da hashtag #YesAllWomen que, já é mais ligada ao ódio às mulheres. A mesma ganhou as redes após o atirador Elliot Rodger matar seis pessoas perto do campus da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara. Em vídeo gravado antes do ataque, ele disse que cometeria o crime por ódio contra as mulheres.
Sobre a Hastag #Me Too: https://www.theguardian.com/world/2017/oct/20/women-worldwide-use-hashtag-metoo-against-sexual-harassment

Mas, existem outras coisas que, ao inverso disto, nos reverenciam e respeitam, como o samba da minha Estação Primeira de Mangueira, do carnaval de 2015, que foi de autoria de Renan Brandão, Cadu, Alemão do Cavaco, Paulinho Bandolim, Deivid Domênico e Almyr, segue uma linda homenagem, em meio a tantas problemáticas deste mundo em que vivemos: “Eu vou cantar, a vida inteira Pra sempre Mangueira, tem que respeitar! Eu vou cantar, a vida inteira, Mulher Brasileira em primeiro lugar!!!!!!!!” Mas, dedico às mulheres do mundo, mediante o tema abordado aqui.

Sigamos e, vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos destes casos, pois, sempre acaba em pizza. Mas, só de parte da população mundial, está se sensibilizando com estes casos, isto significa que o famoso senso comum está modificando e, de uma forma positiva e isto é muito bom. Isto me faz acreditar que, muitas coisas, podem realmente, não acabarem mais em pizza.



quinta-feira, 7 de dezembro de 2017






Entrevista com o Professor Amazonas


 Por Negra Rô


Eduardo Amazonas é administrador, economista e, psicanalista por prazer, além de professor e o mesmo montou uma clínica social de psicanálise na Dias da Cruz e, além disso, é empresário. Ufa, rsrs. Este é um pouco do professor Amazonas que me deu aula de economia na FACHA-Méier e que aulas kkkkkkk, foram ótimas. Vamos à entrevista. 

Chegando Junto com a Rô: Como que está o cenário atual da economia brasileira na sua visão? 

Amazonas: a conjuntura econômica, envolve vários fatores. Por exemplo: um grande problema na economia é o desemprego que está em 12,8% e o déficit fiscal que está muito alto neste ano e o governo está lutando para manter um déficit de 159 Bi em 2017 e para 2018, também o mesmo valor. Só deveremos sair deste problema em 2020 e isto é muito ruim.

 CJR: A crise econômica é algo inventado ou aconteceu por má administração? 

A: A mesma ocorreu por má gestão na economia. Por exemplo: A Dilma errou, nos fundamentos da economia. Exemplo: Ela já pegou o 2º mandato dela com inflação alta. O próprio 1º mandato, havia uma tendência de aumento da inflação e se isto acontece, qual o papel do governo? É frear a economia e repreendendo a economia, ela volta a crescer, mas, mesmo com a inflação alta, a presidenta estimulou a economia e isso foi um erro de fundamentos básicos da economia que qualquer estudante de economia sabe então, foi uma bobagem que ela fez.

CJR: O que o senhor acha da reforma da previdência, ela vai ajudar a recuperar a economia ou não? 

A: Olha, a reforma da previdência, tem dois aspectos: para o lado empresarial e do governo, é bom agora do lado do trabalhador, sofrerá bastante. Por exemplo: a sua geração, não sei se terá aposentadoria. O próprio mercado, ele está numa dinâmica de que daqui há 40 anos, como ficará a previdência, ninguém sabe. O jovem deveria fazer uma previdência privada porque, esta é uma tendência do Neo Liberalismo Econômico. Então, eu acho que está na hora de cada um pensar em seu futuro pois, vive-se muito uma economia do aqui e agora e então, esta juventude pode vir a pagar um preço muito alto. 

CJR: O Bolsa Família atrapalha a economia? 

A: Não, muito pelo contrário, quem falar mal do Bolsa Família, me desculpe, mas é um ignorante, na forma de ignorar o que é este programa. Por exemplo, vou dar um dado importante: a cada R$ 1,00 que você investe no Bolsa Família, retorna para a economia R$ 1,70. Ou seja, 70% a mais do que é investido no Bolsa Família. As pesquisas mostram que as próprias mulheres estão tendo menos filhos, por ter o Bolsa Família. Então, são dados que as pessoas precisam estudar um pouco.

 CJR: O salário dos deputados e senadores e de todos que trabalham diretamente para o governo, são exorbitantes e nós que pagamos estes salários, com impostos. Por conta disto, o regime em que vivemos, tem alguma semelhança com a monarquia? 

A: Não, não tem nada a ver com a monarquia. O que nós vivemos é um presidencialismo de colisão. O governo depende de fazer acordos que virou toma lá dá cá. Certo, mas, quando você fala de impostos que, é mais minha área (risos), nós pagamos hoje, quase 36% de impostos no ano. Ou seja, em 365 dias que eu trabalho no ano, 153 vão para o governo e detalhe, o governo não nos dá nada de volta em troca ou seja, eu pago muito imposto e não tenho retorno de absolutamente nada. 

CJR: Porque que, em sua maioria, o povo reclama que a saúde, educação, e que tudo está ruim, mas, não reage a isso? 

A: Não sei esta acomodação do povo pois, quando você fala o povo nem todos estão passando fome e quando você pega a população mais pobre, ela tem uma baixa autoestima então, é difícil ela reagir e a população que foi para a rua derrubar Dilma, acabou encontrando um Temer na sequência que, é igual ou pior a ela. Então a população está meio paralisada, sem saber quem ficará no lugar. Fazer o que, sai um pior que o outro então, acho que a população está um pouco perdida ainda mais, quando eu vejo as pessoas querendo a volta do militarismo, este radicalismo todo então, eu acho que a população precisa se informar mais.

 CJR: A privatização vai ajudar o Brasil? 

A: Sim, a privatização ela é boa porque, se não privatizar, o governo não tem dinheiro para botar nestas empresas, como aumentar a produção de petróleo, gerar energia elétrica então, a privatização é fundamental. Tem um detalhe da privatização que, precisa-se entender é o seguinte que, quando se faz uma privatização, feita hoje, só se verá o resultado, de 3 a 5 anos depois. Então, tudo que está sendo feito hoje, é para o governo arrecadar dinheiro para pagar dívida. O retorno de benefícios destas privatizações, até geração de emprego, é a longo prazo. 

CJR: Dê a sua opinião sobre o corte de R$ 1.000.000,00 da prefeitura em relação ao carnaval. O senhor acha que foi válido fazer isso porque o carnaval gera uma renda muito grande então, o que você acha desta subvenção que foi cortada? 

A: Me parece a mesma ignorância econômica do César Maia quando ele tirou o Moto Velocidade. A prefeitura investia R$ 3.000.000,00 e tinha um retorno de R$ 7.000.000,00. Então, é uma boa coisa que nem o carnaval. Agora, tem a parte religiosa aí que eu não quero me meter nisso. 

CJR: Professor, dê as suas considerações finais. 

A: Eu acho que a população, tem que estar mais à par do que acontece na economia. As pessoas acham que economia é déficit público, crescimento econômico, não é só isso, a economia é o nosso dia a dia, quando fazemos o supermercado, quando pegamos o nosso ônibus, isso também é economia. As pessoas deviam se preocupar um pouco mais com o que está à sua volta, de uma forma não menos politizada, mas, com consciência. Professor, muito obrigada! Palavras do Professor 

Amazonas: Rosane, a Mirian Leitão, aprendeu economia com Simonsen, entrevistando ele. Então, entreviste outros economistas, você vai se desenvolver e crescer e isso será muito bom. Beijos em todos e até a próxima!

terça-feira, 21 de novembro de 2017








CARTA PROTESTO DO GRUPO “AFROLAJE”





  Não amordacem a nossa cultura!
A Associação Cultural AFROLAJE há 05 anos tem valorizado a cultura afro-brasileira, promovendo roda cultural com JONGO, CAPOEIRA ANGOLA, SAMBA de RODA e outras manifestações afins, todo último domingo de cada mês, na Praça Agripino Grieco, no Méier. Estamos na praça pois acreditamos que a cultura popular brasileira deva estar acessível a todos e o Méier é um bairro rodeado de comunidades carentes, cujos moradores não possuem recursos para acessar bens culturais pagos. Por isso nossa roda é gratuita!
Além disso, o Méier é o bairro onde o Afrolaje nasceu e fincou as suas raízes nesses 05 últimos anos. Aqui ampliamos nossos laços afetivos agregando e compartilhando momentos com pessoas e grupos das mais variadas vertentes culturais, sociais e econômicas.
Apesar de toda a nossa trajetória, neste mês de novembro, mês de comemoração da “Consciência Negra”, estamos sendo impedido de realizar a nossa tradicional Roda de Jongo, por conta da nova política burocrática adotada pela prefeitura. Neste mês também prevíamos a participação de mestres quilombolas e do “Coletivo Cinegrada”, que nos proporcionaria um cine debate sobre racismo. No lugar do Jongo e do debate sobre racismo, a praça vai receber um evento de Rock. Isso em pleno mês da “Consciência Negra”. Lembrando que outros irmãos de atividades também estão passando pela mesma dificuldade. Importa esclarecer que apoiamos todos os tipos de manifestações culturais e este protesto não é contra o Rock ou roqueiros, mas sim contra o cancelamento da tradicional roda de jongo que acontece mensalmente na praça Agripino Grieco nos últimos 5 anos.
Após diálogo com a prefeitura, foi sugerido deslocarmos a roda para a “Praça do Trem”, no Engenho de Dentro, sob a promessa de fornecimento de ponto de luz e banheiro químico para a realização do nosso evento. Porém, mais uma vez a prefeitura mostrou o seu descaso com a cultura afro brasileira! Além de não cumprirem o combinado, outro evento foi marcado também na “Praça do Trem” para o mesmo dia e horário em que a prefeitura havia nos concedido o espaço.
Infelizmente, os fatos demarcam o desprezo da prefeitura da cidade do Rio de Janeiro com a cultura afro-brasileira. Tal descaso se dá num contexto de intensificação da intolerância religiosa, cultural e política com o povo preto, que tem visto as suas formas de viver, crer e se alegrar desprezadas e até mesmo criminalizadas.

Agora o que fazer?
*AGREGAR E RESISTIR!*
Rio de Janeiro, 18 de novembro de 2017.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017








Fé é Coisa Séria: Entrevista com o Babalawo Ifaonikamogun Aworeni




Bom dia/tarde/noite, tudo bem? O Descolando Idéias com a Rô, tem o prazer de lançar a primeira entrevista com, uma pessoa que respeito muito que é o Babalawo Ifaonikamogun Aworeni. Ele falará para nós, um pouco sobre o nosso culto ancestral IFA.

1-Babá, tudo bem? Fale um pouco para nós sobre, a sua trajetória dentro de Ifa. Como o senhor conheceu?
Olá, tudo bem? A minha trajetória dentro da religião começou no meu nascimento, pois a minha mãe já era de Umbanda, com isso, passamos por várias religiões como: O Catolicismo, O protestantismo, Igreja Messiânica, Budista, a Umbanda, Religiões Afro-Brasileiras ( Angola, Keto, Djeje), porém em 1993 conheci  IFÁ através do Cubano Rafael  Zamora de gundakete( Odu Ifá ), uma pessoa que fizemos grande amizade, inclusive com o seu filho Rafaelito. Não me consagrei no Ifá cubano, pois o meu ORI não permitiu. Continuei estudando o IFÁ e em 2008 me consagrei em AWO IFÁ, no Ifá tradicional Aborígine Africano, onde a minha família é de Ilê Ifé – Nigéria . Hoje com mais conhecimento, tendo fundamentos como Igbadu e seguindo o nosso querido Baba Ifateju  Aworeni, venho aprendendo e ensinado muitas pessoas.
O que mais me encanta em Ifá é podermos ajudar pessoas, pois Ifá faz uma reforma intima em cada um que queira realmente evoluir.

2-O senhor tem uma Egbé. Quando o senhor iniciou os seus trabalhos nela e, começou a cuidar das pessoas, qual a sua sensação ao ver a melhora de cada pessoa que Ifá o ajuda a ter equilíbrio?
Os meus trabalhos começaram de fato há quatro anos, quando eu me senti confortável para colocar as mãos na cabeça das pessoas, pois Ifá é muito estudo e pratica sem dúvida uma religião onde o sacerdote precisa ter convicção e muito conhecimento do que está fazendo.
Quando colocamos a religião na frente do dinheiro, seguimos uma verdadeira família de Ifá, onde não fazemos um Ifá Frank Stein, quando somos sacerdotes sérios, a sensação é maravilhosa, pois nos não somos nada, somos apenas mensageiros de Orunmilá, estamos aprendendo sempre.  Para encontrarmos a nossa felicidade, precisamos estar alinhados com o nosso destino (Odu), só dessa forma iremos atingir nossos objetivos.

3-Aqui deixo para o senhor falar sobre algum itan que possa ser falado e, que venha a ser uma lição de vida para quem está vendo esta entrevista
Bem, existem muitos itans, cada Odu tem pelo menos 15/20 Itans, porém gosto muito de Itan de Iworiogbe (Iwori bogbe), nesse Odu conta que Ogun nunca conseguia atingir os seus planos, um dia comentava com o irmão que iria caçar nas montanhas do Sul logo que amanhecesse, porém quando iria caçar voltava sem nada, no outro dia falava para o irmão que iria caçar nas montanhas do Norte, voltou de lá sem uma caça. Ogun vendo aquela situação resolveu se consultar com Orunmilá, Orunmilá com toda sua sabedoria informou a Ogun que ele estava falando demais, pois não deveria contar para ninguém os seus planos.
Dessa forma Ogun, começou a executar primeiro e depois falar e a sua vida ficou fantástica.

4-Porque muitas pessoas não sabem o que é IFA? É medo ou preconceito?
Na verdade os Babalawos não foram escravizados como todo povo, todos nós sabemos que os escravos foram comercializados em todo mundo, o Babalawo sempre foi uma figura importante, um grande GURU, portanto vieram pouquíssimos Babalawos para o Brasil e America Central. Na America Central, os Babalawos têm origem do Benin, onde se cultua Fá ( Ifá para os Yorubas Nigerianos ). Com isso tudo foi se perdendo.
O nosso querido Candomblé tem uma literatura básica, por mais que tenha tido mudanças ao longo do tempo. A literatura base seria o Código de Ifá. Quando pensamos em Orisa, pensamos no berço do mundo que é a nossa querida mãe África. Para a família Aworeni, todos os Orisas chegaram a Oke Itase (Ile Ifé – Nigéria), onde fica o nosso grande pai Aragba Agbaye Aworeni.
Não acredito em medo ou preconceito, acredito em falta de conhecimento mesmo, pois estamos fazendo um trabalho de divulgação dessa maravilhosa filosofia de vida que é Ifá, Ifá é a consciência Cósmica do Universo.

5-Fale um pouco da Família Aworeni?
A minha família é maravilhosa, sou suspeito de falar kkk. É uma família muito séria e conceituada na Nigéria, temos muitos princípios e levamos Ifá com muito amor.

6-Como foi a sua viajem à África e a sensação de estar próximo do Arabá?
A viagem foi maravilhosa, por mais que cansativa a energia e a emoção sempre falam mais alto. Estar com o nosso grande pai aqui na terra e o representante de Orunmilá no Aiyê são sem dúvida emocionante e um momento único.

7-O que o senhor trouxe de positivo de África para dar continuidade ao seu trabalho dentro de IFA?
Além de mais conhecimento e fundamentos, a experiência é única daquele povo hospitaleiro, humilde e guerreiro, pois a esperança, a perseverança e a certeza que o futuro será melhor, já estão naquele povo Nigeriano.

8-Há algumas diferenças como cuidar dos orixás no lesse Ifá e no candomblé?
Sim, o Candomblé é maravilhoso quando é conduzido por pessoas sérias e gabaritadas.
A liturgia (Os rituais, a forma de fazer) é bem diferente, pois dentro do Ifá tradicional Aborígine Africano, seguimos de fato o que os nossos ancestrais nos ensinaram, dentro de cada família. Precisamos entender que o Candomblé se originou da África, pois quando pensamos em ORISA, pensamos na África. Segundo o Código de Ifá, pois é nesse código que todas as religiões de matriz africana deveriam seguir. Quando estudamos a Gêneses Yoruba, observamos que todos os Irunmules/Orisas vieram para o Aiyê e desceram em Oke itase - Ile Ifé (Nigéria).
Por todos esses aspectos, observamos que Ifá (A mente e a voz de Deus – todas as Leis de Deus, também chamado de Olodumare / Edumare), é o principio de tudo e envolve todas as religiões, onde exista o bom caráter e o amor.

9-O que IFA fala, em relação às outras religiões?
Ifá sempre vem para esclarecer, informar, completar e responder a perguntas sem respostas.
Ifá é amor em movimento.

10-Dê as suas considerações finais.
Gostaria de agradecer a todos pelo carinho e oportunidade, para Ifá nada é impossível, pois o primeiro passo é a nossa reforma intima. Quando buscamos o nosso “eu”, começamos um processo de mudanças.
Nunca desista dos seus sonhos, porém execute e depois comente com alguém os seus planos.
Quem quiser obter maiores informações, estarei pronto para ajudar.
Babalawo Ifaonikamogun Aworeni

(021) 96448-8278 Whatsapp

O Babá, estará ministrando em dois sábados, cursos muito interessantes e, os maiores detalhes, estão neste link abaixo. Ainda dá tempo de se escrever.

https://www.facebook.com/groups/268675293522596/permalink/632441240479331/

Beijos!!!!!

#chegandojuntocomaro

segunda-feira, 30 de outubro de 2017





Desrespeito ao que acreditamos, até onde vai?

Por: Negra Rô

Primeiramente, pedindo licença aos nossos ancestrais para falar um pouco sobre pois, quem sou eu, em torno dos meus 4.1 anos, falar tão profundamente sobre pois, ainda tenho muuuito a aprender e também trocar tendo em vista que, todos nós, sempre temos algo de bom para passar a alguém.

Inicio com uma pergunta: porque as pessoas não podem crer em que quiser ou, em que acham que é válido para si? Eu hein!!!!! Sempre tem que ter alguém para te olhar torto, se dia de sexta, estiver todo de branco. Já aconteceu com quem está lendo o texto de, perguntarem se a sua profissão é enfermeira, ainda mais se tiver próximo a um hospital? Coisa de gente abelhuda né, tem gente que se preocupa até quando está na rua e, não pega um panfleto de alguma outra religião. Aí vem a pergunta, sou obrigada? Não sabia… e quando se fala: “Que a paz do Senhor esteja com você MESMO assim (máximo respeito sempre!) ”, quando não quer pegar o panfleto e, você responde: asé, e que exu esteja com você, não seria maaaaaaaaaaaaaaais ou menos a mesma coisa? Digo no sentido de desejar coisas boas, mas, é visto de outra forma. Não estou aqui para criticar nenhuma religião, até porque sou Ifaísta e assumo o que sou e, ainda afirmo, tive uma passagem linda pelo candomblé e, estou conhecendo a umbanda, sendo que, é só para refletirmos sobre isso. Porque e para que isso? De onde surgiu esta discriminação? Bom, isso já vem de mais de 500 anos atrás, mas, as coisas ainda continuam seguindo o mesmo fluxo.

Porque um irmão de outra religião, não pode ir de boa em um candomblé e, vice-versa? Acontece? Sim, mas, muito pouco. Fora os que ainda fazem coisas completamente fora de si como, chutar uma santa católica ou, mandar pais ou mães de santo quebrar todo o terreiro. É, acho que isso, está acima da discriminação e, do caráter das pessoas que fazem isso. Se dizem ter Deus no coração, mas, não tem mesmo pois, se respeitassem a fé dos outros, isso não aconteceria. É tão simples, respeita e pronto e quando não conhece, não critique. Ou se cale ou, procure conhecer antes de apontar porque, o que pode ser “ruim” para você, pode ser “bom” para mim. Outra coisa é, as pessoas dizerem que não gostam do candomblé por isso, ou da umbanda por aquilo, ou do ifá por tal coisa, ou seja, por não conhecer bem e digo até da igreja católica que, por falar nisso, fez um ato muito bonito, na semana do dia 12 de outubro. Comemorou os 86 anos de inauguração do Cristo Redentor, junto com a as escolas de sambas mirins e, a igreja católica. Este evento, aconteceu com a junção da Arquidiocese do Rio, em parceria com a Associação das Escolas de Samba Mirins e o grupo SOS Villa-Lobos. Neste dia, aconteceu um lançamento do samba-enredo “Aparecida de Nossa Senhora”, desfiles das escolas de samba mirins e apresentação da Orquestra Sinfônica Maré do Amanhã. Enfim, este foi um ato de muita coragem, mediante a situação de preconceito que, assola o país, em se falando de religião, mas falo mais precisamente do Rio de Janeiro. Lembrando que aqui não tem ninguém contra religião nenhuma. O que se espera é somente o respeito.

Para os meus aliados que, são de qualquer religião (digo qualquer) ou são ateus que, não agem discriminando ninguém de outra religião, o que eu peço é desejar sempre boas vibrações positivas e que, independente do que você, eu ou os outros acreditam, o que importa é o amor ao próximo.

Então, encerrando este texto, venho pedir três coisas:

        Respeito;
        Respeito;
        Respeito.

Beijos no coração!

#chegandojuntocomaro